Baixa umidade agrava doenças respiratórias

Tempo seco e poluição podem aumentar a taxa de infecção pelo novo coronavírus.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a umidade do ar ideal compreende a faixa entre 50% e 80%. Entretanto, em algumas épocas do ano, ela tende a cair até abaixo de 30%. O tempo seco dificulta a dispersão de poluentes, desde poeira até a poluição que sai dos automóveis, passando por ácaros que ficam suspensos no ar e podem ser inalados, o que ocasiona ou agrava problemas respiratórios e infecções.

“Estando o ar fora das condições ideais, seja em decorrência de poluição, temperatura ou umidade inadequada, é esperado que haja um possível agravamento de doenças respiratórias altas (como rinossinusites, faringites e laringites, que causam obstrução nasal, coriza, espirros, prurido nasal intenso, sangramentos nasais, sensação de nariz e garganta ressecados, dores de garganta, rouquidão, tosse seca) e doenças respiratórias baixas (como aumento das incidências ou exacerbações de traqueobronquites). Crises de asma mais frequentes e severas ou mesmo uma maior ocorrência de pneumonias são observadas neste período”, esclarece o médico otorrinolaringologista Walmir Eduardo Paixão de Assis D’Antonio.

Portanto, as doenças respiratórias podem aumentar ou ser mais intensas nesse período de baixa umidade do ar. “A covid-19 não é uma doença exclusivamente respiratória, muito embora as questões respiratórias, notadamente as pulmonares, têm se mostrado motivo de maior preocupação. Dessa forma, pessoas que apresentam alguma condição patológica respiratória prévia (asma, por exemplo) devem ter um nível de cuidado e atenção especial. Além da baixa umidade relativa do ar, na questão da covid-19, a poluição em suas diversas formas (queimadas, inclusive) tem gerado preocupação, com alguns estudos mostrando aumento na taxa de infecção pelo vírus (SARS Cov-2) em locais com elevados níveis de poluição. Especula-se que tais dados possam ser explicados pela inflamação de vias respiratórias associadas aos ambientes em que há poluição e, em decorrência desta inflamação, o vírus encontraria um ambiente em que haveria maior facilidade de contaminação. Tal observação faz-se mister em nosso meio, pois neste período do ano somamos todos esses fatores: seca, queda de temperatura e aumento dos níveis de poluição”, explica Walmir.

Segundo o médico, atividades ao ar livre – como corridas, por exemplo – demandam alguns cuidados adicionais quando o clima permanece seco por muito tempo, e o principal deles é garantir boa hidratação corporal. “No período de seca, comum no outono e inverno em nossa região, a preocupação com a hidratação deve ser extrema, uma vez que para as mucosas respiratórias conseguirem manter sua integridade e adequada função há que se manter um nível hídrico adequado com a ingestão de líquidos. Portanto, a boa hidratação deve ser uma preocupação constante nessa condição climática e mais especialmente ainda para a realização de atividades físicas, mesmo na natação”, adverte o médico.

Fonte: Mariluci Schiavetto


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