Estelionatários usam nome de empresa para golpes em Matão

Golpistas usaram nome e CNPJ de empresa do RJ para oferecer falsos cursos de qualificação profissional

Golpistas estão usando o nome de uma empresa para vender falsos cursos em Matão (SP). Vários moradores que buscavam uma qualificação profissional à distância na área da saúde tiveram prejuízos de mais de R$ 600.

Os estelionatários usaram o nome e o CNPJ de uma empresa de Niterói (RJ) e, depois que receberam o dinheiro de muita gente, sumiram.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi registrado na delegacia de Matão. A Polícia Civil aguarda as vítimas fazerem uma representação contra os autores para prosseguir com a investigação do suposto crime. Segundo a SSP, ainda não foram localizadas outras ocorrências semelhantes.

Golpes

Para aumentar o leque de possibilidades de trabalho, a maquiadora e designer de sobrancelha Ana Paula de Macedo queria fazer um curso de auxiliar de necropsia. Após pesquisar na internet, encontrou uma empresa que oferecia cursos gratuitos.

“Esse anúncio redirecionava para um formulário, você colocava seus dados e eles entravam em contato”, contou.

Três dias depois a maquiadora recebeu uma ligação e foi orientada sobre as próximas etapas para fechar o contrato. Houve um encontro em hotel para ajustar os detalhes. Empolgada, Ana Paula convidou a irmã para participar também.

“Eles explicaram que o curso era de graça, mas teria que pagar o material e a plataforma em que seriam ministradas as aulas. Passei o cartão de crédito e ficou R$ 600 para mim e R$ 600 para ela”, relatou.

Os contratos de Ana Paula e da irmã têm assinaturas diferentes dos contratantes. Tudo não passava de uma farsa. A maquiadora fez boletim de ocorrência.

O auxiliar administrativo César Zandomenichi Junior está indignado. Ele, que queria fazer o curso de auxiliar de medicina veterinária, recebeu uma mensagem dizendo que o cadastro feito no site tinha sido aprovado.

“Disseram que a empresa era mantida por grandes multinacionais, que era abatido do imposto de renda, e que o único valor que tínhamos que pagar era o material. Se fosse pagar no boleto, seria dez vezes de R$ 100 e, no cartão de crédito, dez vezes de R$ 50. Passei o cartão, mas não consegui mais contato nem pelo telefone, nem pelo site”, contou.

Os e-mails das vítimas foram enviados para uma empresa de informática usada pelos golpistas. A corporação sempre responde dizendo que não oferece cursos na área da saúde e que existem estelionatários utilizando o CNPJ da empresa de forma indevida.

Um dos donos da empresa que sofreu o golpe, Moisés Abreu disse que ficou surpreso com o que aconteceu.

“A nossa empresa é de tecnologia, a gente trabalha com plataforma de educação à distância e temos milhares de clientes que utilizam essa plataforma para ensinar. Até então a gente tratava ele como uma cliente que estava oferecendo os cursos dele à distância com uma má prestação de serviço e não necessariamente um golpe”.

Abreu disse que foi atrás de informações e que os golpistas se passaram por contratantes, alegando erro contratual. O crime, contudo, continuou sendo praticado. Ele registrou um boletim de ocorrência on-line por causa da pandemia.

“Espero que paguem por esse crime porque estão lesando muitas pessoas e a nossa empresa está sofrendo grandes prejuízos por conta disso”, disse.

Fonte: EPTV


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